Câncer de Mama
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e o primeiro entre as mulheres. Relativamente raro antes dos 35 anos de idade, sua incidência cresce rapidamente acima dessa faixa etária. O câncer de mama atinge um homem a cada cem mulheres. Segundo o INCa (Instituto Nacional do Câncer) em 2006 a estimativa de diagnóstico de câncer de mama em mulheres é de aproximadamente 49 mil casos. Quando diagnosticado no início, tem grande probabilidade de cura.
Nos países ocidentais, o câncer de mama é uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tanto nas nações desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento.
Os principais fatores de risco estão relacionados a questões hormonais e histórico de câncer na família, mas também têm peso aspectos como obesidade, sedentarismo, alimentação rica em gorduras e consumo excessivo de álcool.
Sintomas
Os sintomas mais comuns do câncer de mama são:
• Presença de caroço ou endurecimento da mama ou da axila.
• Presença de nódulo ou caroço, acompanhado ou não de dor mamária.
• Modificação do tamanho ou formato da mama.
• Mancha de sangue ou líquido transparente escorrendo do mamilo.
• Mudança na sensibilidade ou aparência da pele da mama ou do mamilo (covinhas, escamas, inflamação).
• Vermelhidão da pele da mama ou mamilo.
• Área com sensibilidade ou aparência diferente do resto da mama.
• Desvio do mamilo.
• Alteração da aréola.
Atenção, a presença de nódulos não significa necessariamente ocorrência de tumor cancerígeno. Os nódulos podem ser benignos e só o médico poderá identificá-los corretamente.
Embora os cânceres de mama no início não apresentem dor, qualquer dor mamária fora do período pré-menstrual deve ser relatada ao médico.
Diagnóstico
Há diversos tipos de exame para detecção do câncer de mama:
- Auto-exame
É feito pela própria mulher de forma visual e com apalpação. Esse exame deve ser realizado pelas mulheres cerca de 7 dias após a menstruação ou, para aquelas que não menstruam mais, uma vez por mês, sempre na mesma data. - Exame clínico
Feito pelo médico, pelo menos uma vez por ano, por meio de palpação. - Mamografia
Radiografia capaz de identificar crescimentos anormais e alterações no tecido da mama. As imagens são realizadas em pelo menos dois ângulos diferentes de cada mama e podem ajudar o médico a determinar se um caroço, um crescimento ou uma alteração do tecido mamário indica a necessidade de realização de outro tipo de exame. É obrigatório para mulheres acima de 40 anos ou a partir dos 35 anos quando existirem muitos casos de câncer de mama na família. Geralmente, é realizado uma vez ao ano. - Ultra-som de mama
É realizado por aparelho de ultra-som e por profissional especializado. Auxilia no diagnóstico e pode esclarecer imagens duvidosas da mamografia. Pode ajudar a direcionar biopsias. - Ressonância magnética
Realizado em equipamentos que geram imagens de alta resolução, esse exame pode determinar se o corpo em estudo é benigno ou canceroso, permitindo, conseqüentemente, redução no número de biópsias realizadas. - Biópsia
Consiste na retirada, por cirurgia, de células ou amostra de tecido da massa suspeita para exame em microscópio em busca de alterações que possam determinar a existência de células cancerosas. A biópsia é o procedimento mais seguro para definir se o tumor investigado é benigno ou canceroso. No exame do tecido retirado é possível saber a organização das células tumorais e realizar também a pesquisa de marcadores tumorais, como, por exemplo, marcadores de receptores hormonais (estrógeno e progesterona) ou de fatores de crescimento tumoral, como o HER-2.
Estadiamento
Estadiamento, ou análise de extensão do tumor, é o termo utilizado para classificar e determinar o estágio em que se encontra o câncer de mama e a melhor forma de tratamento para combatê-lo. Os fatores considerados nessa classificação incluem:
• O grau de invasão na mama.
• O tipo de células do tumor.
• A migração ou não de algumas células do tumor original para linfonodos próximos, principalmente da axila, uma vez que os linfonodos fazem parte do sistema imunológico e são freqüentemente os primeiros locais para onde o câncer se espalha.
• Se o câncer avançou ou não para outros órgãos, caracterizando metástase.
Tratamento
Os cuidados com o câncer de mama consistem geralmente em algum tipo de intervenção cirúrgica. Ela poderá variar de intensidade e ser associada a terapias complementares aplicáveis antes ou depois de sua realização, de acordo com o estágio atingido pela doença, a idade do paciente e o tamanho do tumor, entre outros fatores.
Cirurgia
A cirurgia é o procedimento para a retirada do tumor cancerígeno. Sua extensão vai depender do tamanho do tumor. Em alguns casos, é possível preservar a mama e, em outros, pode ser necessária sua retirada e a remoção de outras áreas adjacentes.
A cirurgia de conservação da mama remove a porção cancerosa e parte do tecido sadio em volta do tumor, preservando ao máximo a aparência normal da mama. Quando a cirurgia retira uma pequena área em volta do câncer é chamada de lumpectomia e quando remove uma área maior de tecido é conhecida como quadrantectomia. Em ambos os casos podem ser retirados alguns nódulos linfáticos da axila.
A mastectomia remove toda a mama. Na mastectomia simples são removidos também alguns nódulos linfáticos da axila; na mastectomia radical modificada a maioria dos nódulos linfáticos da axila é retirada e pode acontecer ainda a remoção do revestimento dos músculos do tórax. Na mastectomia radical, além da mama, são retirados os músculos peitorais, todos os nódulos da axila, alguma gordura e pele.
Radioterapia
A radioterapia usa níveis elevados de radiação para matar as células do câncer ou evitar que elas cresçam e se dividam, causando o mínimo de danos às células saudáveis. Em geral, é administrada depois de cirurgias que preservam a mama e, às vezes, depois de uma mastectomia. É realizada para diminuir o risco de recorrência do câncer na mama.
Essa técnica pode ser aplicada antes da cirurgia para destruir células de câncer e diminuir o tamanho do tumor, facilitando a cirurgia, tanto de forma isolada como em conjunto com a quimioterapia ou a terapia hormonal. Alguns efeitos colaterais podem aparecer após as aplicações, como vermelhidão e ressecamento da pele, náusea e cansaço. A tendência é que eles desapareçam gradualmente após o término do tratamento.
Quimioterapia
Quimioterapia consiste na utilização de medicamentos para combater as células do câncer ou diminuir sua capacidade e velocidade de multiplicação. O tratamento pode ser administrado por via oral, na forma de comprimidos, ou por via intravenosa, utilizando injeções aplicadas diretamente na veia ou por meio de um cateter. Esse tipo de tratamento pode ser uma opção após a cirurgia, quando há suspeita da existência de células microscópicas de câncer, ou antes da cirurgia, como forma de diminuir o tamanho do tumor.
Na quimioterapia intravenosa a aplicação é feita em clínicas especializadas ou hospitais. Em alguns casos, exige internação. A quimioterapia oral (quimioral) é tomada pelo paciente em sua casa ou qualquer outro ambiente como o de trabalho ou lazer.
Hormonioterapia
A hormonioterapia, ou terapia hormonal, visa a evitar que o tumor de mama cresça, se espalhe ou retorne. Utiliza medicamentos para alterar a ação dos hormônios ou a remoção cirúrgica dos ovários. A terapia hormonal pode evitar que os hormônios naturais do corpo atinjam as células de câncer, deixando de estimular o seu crescimento e permitindo controle de seu crescimento.
fonte: www.quimioral.com.br
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